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Siem Reap

Era tempo de ganhar coragem e deixar para trás toda a magia e encanto daquele centro de paixões. Era tempo de partir para um novo local, um novo país, uma nova aventura. Uma partida com o coração repleto de emoções fortes. Uma partida com sabor a um regresso futuro. Até já, Koh Chang.

Uma viagem tornada curta pela simpatia da afortunada companhia. Uma carrinha, um barco, uma espera, uma fronteira, mais uma espera, um autocarro, um outro autocarro, muita chuva, uma tentativa triste de malabarismos turísticos. Chegávamos finalmente à segunda principal cidade do Reino do Cambodja – Siem Reap. Na fronteira todos tentam fazer o seu negócio por mais ilícito que seja. Após a fronteira, 2 passos em frente, a maior concentração de casinos até então avistada – o jogo é completamente proibido em território tailandês, pelo que o Cambodja oferece as condições ideias para os loucos do mesmo. Noodles picantes para abrir o apetite ao pequeno almoço. A felicidade de um quarto com as condições de um verdadeiro hotel de topo a um preço magnifico. Essa mesma primeira noite ficara marcada pelo encontro com um enorme grupo de jovens de todo o mundo que ali se reuniram com o mesmo intuito – o de ajudar aqueles que mais necessitam num país tão pobre e necessitado. As crianças! Um grupo de pessoas, que como muitas outras, ali se encontravam para oferecer todo o seu amor e carinho. Um grupo que como muitos dos outros, era constituído quase única e exclusivamente por elementos femininos. Um grupo de pessoas fantásticas com quem partilhara inúmeras experiências e aventuras nos dias que se seguiram e se tornaram fantásticos companheiros de viagem, sem na verdade o serem. Ao contrário de mim, por lá iriam permanecer bastante tempo. Estranhamente acabara também eu próprio por passar ali muito mais tempo do que inicialmente idealizado.

Grandes jantaradas acompanhadas de longas conversas animadas, muita gastronomia local (aquele vinho de arroz ainda hoje tem um sabor estranho!), muita diversão, animação e festa. Muita intensidade e pouco descanso. Muitas curiosidades e muitas alegrias.

Um dia dedicado à imponência fascinante dos templos de Angkor Wat. Sem forma de explicar, o tempo fora passado a absorver toda a história que provinha daquelas pedras. Abraçar aquele privilégio com mãos firmes! O regresso a casa, já tarde, mas exactamente a tempo para ficar deslumbrado com aquele céu vermelho paixão. Tornara-se numa viagem de bicicleta longa e tremendamente bela, seguindo as longas paisagens verdejantes que se estendiam até às águas espelhadas. Mais um sorriso estupidamente longo instalado. Quando o céu adoptara a côr única da verdadeira noite, a viagem tornara-se mais caricata, numa estrada sem iluminação, em obras, pedalando uma bicicleta sem qualquer luz, passando por imensa polícia nas bermas, por vezes em sentido contrário, por entre um trânsito pouco menos do que caótico.

Um novo dia, alias uma tarde, deitado numa rede, a olhar para as águas agitadas de um lago à saída da cidade, a tentar encontrar a alma após uma noite muito agitada. Uma longa e divertida tarde onde até a rede se lembrou de não dar tréguas. Um regresso deslumbrante em mais um final do dia a casa. Desta feita os pés descansaram trazidos por uma mota.

Um outro novo dia, dedicado a explorar o desconhecido em redor da cidade. Um único sentido, a pedalar ao longo do rio, até ao seu término. Nada de planos ou preocupações. Mosquitada, muita mosquitada. Cruzando por entre pequenos caminhos de terra batida, sempre ao longo da linha de água, tomava consciência da pobreza e simplicidade das gentes que me rodeavam. Visito algumas escolas que pelo caminho se denotavam. Bastantes de verdade eram. A determinado ponto recebo a companhia de uma jovem local que acabada de sair da escola, decidiu fazer-me companhia para treinar o seu inglês. Lado a lado, a pedalar, fomos discutindo diversos assuntos. Seguíamos os dois na mesma direcção mas com destinos diferentes. Juntávamos o útil ao agradável. Fiquei deslumbrado com a simplicidade daquela acção e momento. Passado longos minutos os nossos caminhos separavam-se. Chegava depois ao final do rio, local que anunciava o inicio de uma verdadeira vila flutuante. As casas emergiam em estacas sobre a água, e tudo funcionava normalmente. No caminho o novo encontro com um local novamente para a prática da língua universal. Fora apresentado aos amigos a às amigas. Após questionado sobre a existência de uma possível namorada e resposta negativa, a risada foi geral, após os pequenos sorrisos das jovens locais. Se lá mais tempo ficasse corria o risco de me arranjarem casamento! No regresso a casa, a simples paragem num pequeno templo local, tornara-se numa bela surpresa com o convite de alguns monges que lá viviam para descansar um pouco com eles e partilhar algumas histórias. Um momento simplesmente apaixonante!

Para além disto ficam as memórias das intensas noites repletas de animação e alegria em Siem Reap. Algo de todo impensável antes da chegada naquele local. Desde as festas de rua à sexta a noite crescendo ao som dos concertos locais, aos incontáveis minutos passados a ouvir sempre as mesmas músicas no Angkor What? Bar. Tudo era igual, tudo era divertido, tudo acabava diferente, noite após noite. Noites demasiado longas para serem descritas no agora.

Da gastronomia ficam as delicias dos restaurantes locais, em especial aquele verdadeiro tasco à saida do mercado, onde foram deliciadas várias iguarias que deixaram saudades. Apenas a cobra não teve um sabor muito apelativo…

Dos mercados, fica na mente a imagem da terrível panóplia de produtos diversos, tudo demasiado próximo, e a tremenda mistura de cheiros e sabores que se cruzavam no ar fechado. Um pequeno conselho – nunca vão para um mercado local sozinhos, ou entrem lá dentro quando com pouca gente. Acabam por não vos dar um único segundo de sossego, sem tempo para pensar, olhar ou reagir, e acabamos por sair de lá de dentro a olhar para um dos sacos que magicamente trazemos na mão a pensar…”Porque raio é que eu comprei isto??!”.

Koh Chang

Um rendilhado tremendo de emocoes. Nao existe forma alguma de descrever aquela pequena perola perdida no golfo da Tailandia. Uma ilha apaixonante a todos os niveis, supreende os visitantes presentes a todo o instante. Praias de areias brancas e aguas incrivelmente translucidas, permitem avistar a enorme riqueza de peixes presentes sem mesmo mergulhar. E quando tal acontece, e se mergulha mesmo em busca de uma interaccao mais proxima com a vida aquatica, o corpo estranha a elevada temperatura da agua. Por vezes o complicado mesmo era encontrar forma de refrescar o corpo. Um local magico para os amantes de mergulho, e uma perdicao para quem busca pequenas ilhas providas de praias desertas e de beleza imperdivel. Tal e qual como aqueles postais que se envia aos amigos so para lhes oferecer um pouco de inveja!

O plano rapidamente mudou e por la ficara 9 noites. Culpa de tudo isto e muito mais. A comida no pequeno porto de pescadores local era e ‘e deliciosamente apaixonante. Marisco, claro esta, fora a base da alimentacao durante quase todo o tempo. Impossivel de resistir ao poder dos sabores locais. As gentes locais de uma simplicidade e simpatia tremenda convidam a la permanecer por decadas a fio, sem preocupacoes futuras.

Dias passados a nada fazer que nao relaxar nas pequenas cabanas em frente ao mar, com vistas deslumbrantes para o por do sol, ouvindo a agua embater na pequena baia rochosa sitada em frente, embalavam o corpo num delicioso e profundo descanso, estendido numa rede. Prazerosos momentos sentidos e vividos. Aqueles que por la passavam rapidamente caiam na mesma rede de paixao e encanto e por la permaneciam muitos mais dias do que inicialmente pensado. E estes, aqueles que por la passavam, eram personagens fantasticas e tremendamente simpaticas, criando um constante ambiente de empatia, muita alegria e longas conversas noite dentro, enquanto o frigorifico se ia esvaziando. Aquele local tinha um poder especial sobre as pessoas e boas amizades se foram por la construindo. Muitas aventuras e episodios caricatos faziam parte do dia a dia e eram por todos partilhados. Longas jantaradas e animadas conversas ocupavam o tempo noite dentro.

De dia de tudo existe para fazer para todos os gostos. Por vezes nao mais do que simplesmente relaxar, outros dias apelavam a alguma aventura. Cascatas para visitar e muita floresta para desbravar nao deixavam os mais aventureiros desanimados. Outros dias deambulando de moto ilha a fora, fazendo varias paragens pelas praias existentes para refrescar o corpo com alguns mergulhos e outros refrescos. Simplemente embarcar num pequeno barco durante todo o dia, visitando diversas ilhas, nadando com a riqueza tremenda de peixes e corais existentes e terminar a viagem num delicioso barbeque de marisco, na parte de tras do barco, escondido de todos os turistas e acompanhado apenas pelos locais que no barco trabalhavam.

Dava por mim em varios momentos durante o tempo passado naquela majestosa ilha, como alguem estupidamente feliz e agradecido por ter encontrado aquele pequeno paraiso na terra. De la nao pretendia sair, e por la poderia ficar ate ao final da viagem. Mas era tempo de partir para novas aventuras. Para tras ficam as fantasticas recordacoes dos momentos vividos e a certeza de uma visita em breve. Aos que nao conhecem fica o conselho. Vale mais do que a pena…

Mae estou aqui!!!!

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Chegada ao novo hostel! Simpaticas as meninas da recepcao…
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Vista do restaurante do hostel…
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Vistas da varanda da minha cabaninha…
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O almoco de hoje…
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Bangkok

Existe o planeta terra no qual todos vivemos, submetidos a algumas mesmo que poucas regras que tentam evitar o colapso total, e existe depois, no meio deste mesmo planeta uma pequena zona, uma area muito restrita, onde tudo acontece, tudo se faz, nao se conhecem regras nem proibicoes, onde tudo o que possa ser imaginado ‘e facilmente concretizado. A essa pequena zona uns chamam-lhe Bangkok.

Impressionante deambular pelas ruas e encontrar de tudo o que se possa imaginar e nao so a ser vendido pelas ruas. Variados tipo de alimentos, alguns mesmo desconhecidos, varios locais para fazer upload de musicas directamente para o ipod, restaurante e mais bares e mais milhentas de pequenas montras. Tudo em constante movimento. Os bares esses nao param. Nao fecham. Parece assim que ja encontrei local para assistir ao Benfica amanha, apesar de passar as 3 da manha hora local. Os supermercados seguem a mesma teria, pelo que este local se torna um verdadeiro paraiso para os amantes da boa vida e da festa sem descanso. O sentimento de relaxe e despreocupacao ronda pelo ar e atinge toda a gente sem exepcao. Tem um encanto especial esta cidade a primeira vista. Dezenas e dezenas de locais oferecerem a maior panoplia possivel de massagens.

Anuncia-se livremente pela rua a habilidade para se fazerem cartas de conducao, certificados de universidades, cartoes de estudante, e por ai adiante. Basicamente parece que tudo aquilo que seja preciso se pode facilmente arranjar por estas bandas.

E nao vamos falar na beleza por vezes tresloucante das turistas que por aqui deambulam. Mas falemos antes da magnitude das jovens tailandesas que sao colocadas a entrada dos bares, trajadas a rigor, equipando trajes minusculos publicitando bebidas varias. E por aqui fiquemos.

A caminho de um novo pousio

O Nepal tem todo aquele magico encanto em redor da sua magia pessoal, mas tudo tem um tempo de terminar e ja estou a aproveitar as ultimas horas por kathmandu para amanha partir em direccao a Tailandia.

Ou pelo menos assim o espero. Apos algumas confusoes em relacao ao visto, e um longo processo para compra do voo para Bangkok, vi-me ontem informado que o dia de partida coincide com mais um dia de greve no Nepal, pelo que muitas funcionalidade usuais do normal dia adia poderao estar comprometidas. Incluindo por exemplo conseguir um taxi para o aeroporto, uma vez que nestes dias, os senhores se lembram de acordar entre todos cobrra 3 ou 4 vezes mais sobre a tarifa usual. O turista que se lixa. Ou paga ou vai a pe com a tralha toda as costas. Combinei hoje de manha com um taxista que se encontrava a porta da pensao, para la estar amanha a hora pretendida e ja com o preco acordado. Falta saber se a criatura se vai lembrar de aparecer…

A melhor parte da historia esta na companhia de aviacao escolhida. Royal Nepal Airlines! Promete a coisa, ja que estamos a falar de uma empresa que ate a uns meses atras estava sempre com voos cancelados. Falta saber se vai existir alguma aeronave com o destino pretendido. Dizem que tudo mudou e que a empres agora e de confianca, mas ainda assim nas agencias de viagem questionam sempre os clientes se querem viajar na dita cuja!

A ver vamos no que da…

Kathmandu

7 da manha esperando por um autocarro. A definicao de autocarro de luxo por aqui e muito curiosa a divertida.
210km percorridos em pouco mais de 7 horas. Nada mau! Numa estrada completamente destruida em grande parte, naquela que e a unica via de ligacao entre as duas principais cidades nepalesas. O trafego terrivel. Acompanhados pro vistas deslumbrantes de uma paisagem natural muito propria, com extensos campos de arroz montanha acima, avistavam-se demasiados veiculos parados na estrada. Principalmente autocarros que nao aguentavam a dureza do percurso, nao resistiam as derrocadas das montanhas em redor, ou simplesmente encontraram uma qualquer forma estranha de se enfiarem numa valeta. Tudo era permitido!

Felizmente o nosso veiculo la chegou ao destino programado. Kathamandu aguardava a chegada de mais um batalhao de turistas. Uma cidade a primeira vista muito pobre e muito suja, com elevados niveis de poluicao visivel no ar e na agua (ja para nao falar da poluicao sonora sempre presente). Uma completa antitese da pureza de Pokhara. Reavivavam-se alguns sentimentos anteriormente vividos em territorio Indiano.

Um cao parado a olhar para o infinito em busca de uma qualquer visao. Completamente imovel. Um jovem num sono profundo detras do balcao de uma pquena loja de conveniencia. A acalmia das gentes na estrada. O lixo nas bermas remexido por demasiadas pessoas. O centro da cidade mais organizado, limpo e muito turistico.

De tudo se encontra e a arte de regatear salva muito as economias de qualquer viajante com orcamento limitado. Penso que sera quase falta de respeito nao regatear.

Gente simpatica os Nepaleses em geral. Fumam muita ervinha o que lhes acalma muito a vida. E tentam vender ainda mais. Seja noite ou seja dia. Estamos a sair da pensao bem cedo em busca de pequeno almoco e la vem mais um cromo a tentar vender. Ou entao aquela senhor de idade muito avancada que me tentara convencer com toda a sua arte. O comercio junto dos turistas e tremendamente intenso. O tursimo e na verdade a principal fonte de rendimento deste pobre pais. Incontavel o numero de aventureiros que procuram experiencias tao diferentes como subir ao topo de Mundo, ou apenas deambular pelo centro da cidade, perdendo-se por uma imensidao de templos de todos os tamanhos, feitios e dimensoes.

Um apontamento para as imensas e deliciosas pastelarias encontradas pela cidade. E baratas. E quando a partir das 8 ou 9 da noite o preco baixa para metade, tornam-se ainda mais apetitosas e impossiveis de resistir. Escolas essas sao aos pontapes espalhadas por toda a parte. E ao fim de dos primeiros dois dias pela cidade a camara fotografica manteve-se fechada no saco. Relaxar foi a palavra de ordem.

Um dia diferente que nao terminava

Um longo dia. Um dia optimo.
Belas conversas com um desconhecido comerciante local, marcadas essencialmente pelo futebol, acompnahada pela oferta de um cha ao mesmo tempo que me ensinavam um jogo de tabuleiro comum por estas bandas (Ludo), na companhia dos seus camaradas. Muito mais educativo que a visita a mais um qualquer monumento profundamente turistico. O convite para um jogo de futebol contra a policia local!

Uma tresloucada viagem de autocarro local, mais do que apinhado, sentado no tejadilho do veiculo, montanha acima, atraves de um assustador caminho demasiado estreito, de uma inclinacao impossivel, acompanhado de um condutor sem receios. Fica para a ciencia explicar como aquele antigo veiculo acabou no final por chegar mesmo la cima. La dentro as pessoas apinhavam-se ao ponto de algumas partes do corpo de algumas das criaturas terem mesmo de ficar de fora. Muitos penduravam-se onde possivel. La de cima, no topo da montanha que prometia vistas deslumbrantes ao nascer do dia seguinte, a vista sobre Pokhara e o lago que banha a cidade era indescritivel.

Ao cair da noite, numa cabana perdida no topo da montanha, sem luz, agua ou electricidade, aproveitava o momento de um delicioso por de sol em bela companhia. Um momento belo.

5 da manha, no topo da montanha a 1000m de altitude, assistindo a um calmante nascer do sol. Rodeado pelos principais picos dos Himalayas que se tentavam mostrar por entre as teimosas nuvens. O regresso a cidade acompanhado por uma escelente noticia sobre o futuro.

Uma alegria terrivel e contagiante. Finalmente apos tanto tempo de indecisoes e incertezas. Muitas das quais se hao-de manter para todo o sempre como e obvio!
Um par de cervejas, uma vontade imensa de celebrar e um pequeno barco de pescadores. De resto a beleza daquele lago no final daquela tarde fizera o resto. Nao existe foto que descreva da minima forma possivel aquele momento. Terrivelmente fascinado. A noite caia rapidamente. Em redor apenas a companhia de um pescador que lancava as redes as aguas pela ultima vez no dia. A lua juntara-se a nos e anunciava a hora de regresso a terra e um anunciado adeus a Pokhara. Na manha seguinte partira em direccao a Kathmandu.

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